O pragmatismo mudou-se para a esquerda e os "intelectuais" estão agora na direita. Ninguém passa na inspecção e seguem todos para abate. Jamais a direita conseguirá resolver o berbicacho que arranjou.
Aqui, é mais do Cotrim que de fala. E não me parece que a culpa seja nossa. Na política, isto apenas um erro crasso e infantil, ingénuo, até, com o peso de uma suspeita que colocaria um hipotético presidente de Portugal a prestar contas em tribunal, por assédio, com ou sem razão. Lamento. A culpa não é mesmo minha. Porque se o praticou, o assédio , para além de se expressar deficientemente quanto a Ventura, pior que Isso é tê-lo negado, se fôr culpado. E lamento, ele foi, ao que parece, quem foi a jogo, com um nuvem no imaculado comportamento. Com um grande esqueleto no armário. Não é fácil deitar para trás das costas. A mulher de César, não basta ser honesta. Tem de o parecer, também. E Cotrim, subitamente pareceu um candidato fraquito. Tonto. Muito Ego e muito disparate. Quando assim é, já estragou. É o que fica. É assim que funciona. Agora é procurar outro D. Sebastião, que este também desapareceu. E o gajo irrita-me, porque podia mesmo ter infligido uma derrota memorável a Ventura. Que, veja -se bem; só diz merda, mas não se lhe apanha um esqueleto pequenino que seja para o arrumar de vez.
Zé Pedro, o problema desta tese é que ela parte de uma intuição que a realidade europeia já provou ser falsa. Tu dizes que a 'cerca sanitária' é uma oportunidade perdida, mas basta olhar para os países que decidiram 'trazer a direita radical para o debate' ou para o governo (como na Suécia ou na Holanda) para perceber o que acontece: a direita radical não se modera nem um milímetro. Quem se radicaliza é o centro, que começa a usar a linguagem deles para tentar sobreviver.
Não é uma questão de moralismo da esquerda; é uma questão de eficácia. Quando lhes dás o palco e aceitas discutir os temas nos termos deles (a tal 'propriedade do tema'), já perdeste o debate antes de ele começar. Estás a validar que as soluções extremas são opções legítimas.
O que realmente trava este crescimento não é 'ser simpático' ou 'não isolar', é dar segurança económica e respostas concretas às pessoas. Tudo o resto é dar oxigénio a quem só quer incendiar a casa. Menos 'achismos' sobre o que as pessoas sentem e mais atenção ao que a história recente nos mostra: quem tenta domesticar o populismo radical acaba sempre por ser devorado por ele.
Garantidamente não fui claro - já pareço o próprio Cotrim. Não me refiro necessariamente a trazer ninguém para o debate, mas a sacar o eleitorado. São coisas completamente diferentes. O meu ponto é que todas as figuras que por ali perto aparecem e têm capacidade de crescer, logo são abatidas e acusadas de serem farinha do mesmo saco. Como se se eliminassem todas as ameaças a AV. Isto é completamente diferente de trazer para o debate.
Quanto aos exemplos, há sempre exemplos... Não vale a pena falarmos de países que têm uma distribuição política completamente diferente. Em Portugal dizemos que Seguro é esquerda, portanto não vale a pena fazer grandes comparações. O que é para nós direita radical é um dia normal em muitos países e não se "radicalizaram" nos últimos anos, não.
Uma coisa é certa: quando me dão esses exemplos, esquecem-se de que por cá o populismo chegou às portas de São Bento e Belém em seis anos. Seis. Pode, em teoria, numa década ficar com os dois palácios. Sozinho. Insistir-se na mesma estratégia é simplesmente de doidos. De doidos. Podem dar-me os exemplos que tiverem.
Não me parece que o Seguro seja um "bom" oponente para o Ventura. Tem poucos ou nenhuns rabos de palha: o PS estava-se nas tintas para ele; foi dos políticos que mais se esteve nas tintas para o Sócrates; embora fosse graças a ele que se fizeram as directas que levaram à eleição do Costa, não era propriamente seu apoiante e, por fim, tem aparência e discurso de pessoa decente, o oposto do Ventura.
Eu diria que basta o PS continuar a fazer-se de morto, como na primeira volta, de preferência com os Costistas a mandarem bocas, e tudo correrá bem.
Aqui, é mais do Cotrim que de fala. E não me parece que a culpa seja nossa. Na política, isto apenas um erro crasso e infantil, ingénuo, até, com o peso de uma suspeita que colocaria um hipotético presidente de Portugal a prestar contas em tribunal, por assédio, com ou sem razão. Lamento. A culpa não é mesmo minha. Porque se o praticou, o assédio , para além de se expressar deficientemente quanto a Ventura, pior que Isso é tê-lo negado, se fôr culpado. E lamento, ele foi, ao que parece, quem foi a jogo, com um nuvem no imaculado comportamento. Com um grande esqueleto no armário. Não é fácil deitar para trás das costas. A mulher de César, não basta ser honesta. Tem de o parecer, também. E Cotrim, subitamente pareceu um candidato fraquito. Tonto. Muito Ego e muito disparate. Quando assim é, já estragou. É o que fica. É assim que funciona. Agora é procurar outro D. Sebastião, que este também desapareceu. E o gajo irrita-me, porque podia mesmo ter infligido uma derrota memorável a Ventura. Que, veja -se bem; só diz merda, mas não se lhe apanha um esqueleto pequenino que seja para o arrumar de vez.
Zé Pedro, o problema desta tese é que ela parte de uma intuição que a realidade europeia já provou ser falsa. Tu dizes que a 'cerca sanitária' é uma oportunidade perdida, mas basta olhar para os países que decidiram 'trazer a direita radical para o debate' ou para o governo (como na Suécia ou na Holanda) para perceber o que acontece: a direita radical não se modera nem um milímetro. Quem se radicaliza é o centro, que começa a usar a linguagem deles para tentar sobreviver.
Não é uma questão de moralismo da esquerda; é uma questão de eficácia. Quando lhes dás o palco e aceitas discutir os temas nos termos deles (a tal 'propriedade do tema'), já perdeste o debate antes de ele começar. Estás a validar que as soluções extremas são opções legítimas.
O que realmente trava este crescimento não é 'ser simpático' ou 'não isolar', é dar segurança económica e respostas concretas às pessoas. Tudo o resto é dar oxigénio a quem só quer incendiar a casa. Menos 'achismos' sobre o que as pessoas sentem e mais atenção ao que a história recente nos mostra: quem tenta domesticar o populismo radical acaba sempre por ser devorado por ele.
Votos de um futuro Seguro!
Garantidamente não fui claro - já pareço o próprio Cotrim. Não me refiro necessariamente a trazer ninguém para o debate, mas a sacar o eleitorado. São coisas completamente diferentes. O meu ponto é que todas as figuras que por ali perto aparecem e têm capacidade de crescer, logo são abatidas e acusadas de serem farinha do mesmo saco. Como se se eliminassem todas as ameaças a AV. Isto é completamente diferente de trazer para o debate.
Quanto aos exemplos, há sempre exemplos... Não vale a pena falarmos de países que têm uma distribuição política completamente diferente. Em Portugal dizemos que Seguro é esquerda, portanto não vale a pena fazer grandes comparações. O que é para nós direita radical é um dia normal em muitos países e não se "radicalizaram" nos últimos anos, não.
Uma coisa é certa: quando me dão esses exemplos, esquecem-se de que por cá o populismo chegou às portas de São Bento e Belém em seis anos. Seis. Pode, em teoria, numa década ficar com os dois palácios. Sozinho. Insistir-se na mesma estratégia é simplesmente de doidos. De doidos. Podem dar-me os exemplos que tiverem.
Não me parece que o Seguro seja um "bom" oponente para o Ventura. Tem poucos ou nenhuns rabos de palha: o PS estava-se nas tintas para ele; foi dos políticos que mais se esteve nas tintas para o Sócrates; embora fosse graças a ele que se fizeram as directas que levaram à eleição do Costa, não era propriamente seu apoiante e, por fim, tem aparência e discurso de pessoa decente, o oposto do Ventura.
Eu diria que basta o PS continuar a fazer-se de morto, como na primeira volta, de preferência com os Costistas a mandarem bocas, e tudo correrá bem.