6 Comentários
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Avatar de Hugo Santos

Tal como dizes são essas pequenas coisas que alimentam o populismo. E os populismos não são todos maléficos. Eu sempre achei que há muitas despesas do governo, parlamento e presidência que podem ser cortadas. Frotas de carros, por exemplo. Serão preciso tantos? E topos de gama? Um Fiat Panda não chegava? E transportes públicos não servem? Não é num daqueles países nórdicos que os governantes os usam regularmente? Muitos vêm dizer que isso seriam medidas que não teriam grande impacto nas contas públicas. Mas mesmo que não tivessem grande impacto nas contas, teriam grande impacto na percepção. Porque é sempre o povo a apertar o cinto e a corte a comer caviar.

Avatar de Alexandra

Bom dia. Faz parte da genética lusa. O Mário Soares nas imensas visitas de estado ao estrangeiro, que somadas deram umas voltas ao mundo, levava sempre o avião a abarrotar do bom e do melhor. E nos tempos áureos de Portugal, há uns séculos, a delegação inglesa ficou atónita com o luxo e esbanjamento da corte, quando mandavam pela janela os apetrechos valiosos. Mas a arraia miúda estava por debaixo da janela para apanhar os mesmos. É genético e hereditário. Não venham com a conversa de que é por causa dos governantes actuais desde 74, que Portugal não anda nem para o Polo norte, Polo sul, ou Polilon.

Avatar de Joaquim Ribeiro

Não me parece que seja exclusivo luso. É a certeza que os políticos têm, como nós, aliás, de que a democracia é do melhor que há. E, por isso, se podem dedicar ao seu desporto favorito que é governar ou pelo menos fingir, para ganharem eleições. O esbanjamento e outros excessos vêm com o saberem que os outros também os fazem e, por isso, não fazem ondas.

Se o que os norteasse fosse, de facto, o bem comum, não havia esses excessos.

Avatar de Joaquim Ribeiro

Quer dizer, tivemos um trabalho do caraças em dar um voto pela democracia, via Seguro, para agora virem estes marmanjos pôr um pauzinho na engrenagem, não a do Zé Mário Branco, mas a boa.

Aliás, este deve ser um dos principais defeitos/vícios da democracia. Os partidos/políticos de tão profissionais se tornaram que só pensam em manterem o seu lugar. E, por isso, só vivem para combater os seus adversários, não através da obra feita, mas sim através de retórica a desculpabilizarem-se, ou a passar culpas, ou mesmo as duas. Melhorar o país é coisa para ser seguida com receitas e não tendo em conta o país que somos e o que poderemos ser.

E depois temos os políticos que acumulam com a chico-espertice...

Avatar de J PEDRO BALTASAR

Faz parte da cultura dos pequenos. Até nas bandas desenhadas podemos ver, e na realidade também, países pobres e autocratas, repúblicas das bananas, em que os governantes se exibem sempre em edifícios de luxo, os melhores mármores importados e as frotas e os desfiles, as paradas e ostentação. E o povo na miséria. Se gostam de BD, leiam o SPIROU, QRN Sobre Bretzelburgo. Das melhores críticas e sátiras aos governos autocráticos, principalmente nas américas Centrais e do Sul, República Centro Africana e outras, Roménia de Ceausescu, Portugal de Salazar e de hoje. Quanto mais pobre, mais ostentação. Não sei se é complexo, se estupidez pura e simples. Ou se é tudo misturado. E assim se faz Portugal. Uns vão bem, outros...

Ah... e o meu remate habitual de velho do Restelo: eu trabalhei na banca e não mandava nada. Tinha mês ao fim do ordenado. Os chefes viam revistas de carros para escolher para que modelo queriam mudar ou comprar, em cada ano. E pediam que vestissemos a camisola e fôssemos "multi tasking" , para eles poderem receber o bónus ao final do ano.