Não interessa se é sátira ou propaganda. Contra a desinformação, a verdade tem de circular mais depressa. Ora, a Justiça é lenta e queixas é para queixinhas. A solução já existe, chama-se imprensa.
As interpretações, pessoais, do que se lê, é uma "tradição" que já vem de longe. Recordo-me de, antes do 25abril, o pessoal andar à procura do que o autor queria dizer com o que escrevia. Era o chamado "ler entre linhas" e era motivado, claro, pela censura. Ainda hoje tenho essa mania.
Em relação aos limites, já aqui falámos e acho uma situação complexa de resolver. Eu acho que cada um é que impõe os seus limites para si e, nos outros, se não gosta, põe de lado. Há exceções, claro...
No caso vertente, a coisa é mais simples de explicar. O chico-esperto que nos governa, está com um problema presidencial. Dizem as népes, que sempre estás com um problema, político, arranjas uma diversãosita para o pessoal se entreter e não chatear. E prontos!
Só que entrámos todos a galope pela geração clickbait à qual todos pertencemos, independentemente da idade. Julgo que já mais novos, por todas as razões, são os mais vulneráveis e, consequentemente, serão no futuro, uma espécie de geração Trump. Mentiras para obtenção de interesses. Ler, custa. Jornais? Imprensa? O que é isso? Morde? E assim, cá vamos, cantando e rindo, imersos no imediatismo bacoco, vazio, fácil e perigoso. Julgamento antes, razão, ou depois, ou talvez nunca. Sinceramente, o mundo enlouqueceu de vez e promete piorar. Os jornais batem-se pela seriedade e pela sobrevivência, nas trincheiras da verdade, uma coisa que em termos foi a regra na informação ou quase. Mas é tipo Exterminador Implacável, julgo que já perderam a guerra.
Acho que, por vezes, confunde-se crítica com uma tentativa de censura. Para mim, a crítica é um ato democrático e necessário.
Neste artigo, o fim é algo com que me identifico. Faz falta uma imprensa mais forte para que as pessoas não tenham de se informar apenas através de páginas de memes que, embora façam um trabalho de escrutínio notável e, infelizmente, necessário, acabam por ocupar um vácuo. Do outro lado desse vácuo, o cenário é mais sombrio: máquinas de desinformação sem rosto nem logotipo que manipulam a opinião pública e não têm nenhum processo ou intervenção de peso do primeiro-ministro.
Sem querer alimentar essa pressão da auto-censura que falaste, e mais para tirar dúvidas, deixaste-me a pensar sobre a parte da Google 'contribuir' para os media. Será que é mesmo uma contribuição? Tenho as minhas dúvidas se não será mais uma questão de justiça do que de apoio. Existe toda uma legislação europeia (a Diretiva dos Direitos de Autor) que tenta precisamente garantir um pagamento justo aos produtores de notícias. A ideia de fundo é que, na realidade, as grandes plataformas acabam por se apropriar do valor da produção alheia sem a devida compensação, o que muitos veem como um 'roubo' de propriedade intelectual.
Se a imprensa não for financeiramente independente e sustentável pelo seu próprio valor, ficamos cada vez mais dependentes ou de gigantes tecnológicos ou da tal 'máquina' de desinformação.
para ver a que ponto chegamos basta ver os antigos sketches do Herman para se dar conta que seria impossível faze-los hoje, a realidade esta demasiado perto da sátira
As interpretações, pessoais, do que se lê, é uma "tradição" que já vem de longe. Recordo-me de, antes do 25abril, o pessoal andar à procura do que o autor queria dizer com o que escrevia. Era o chamado "ler entre linhas" e era motivado, claro, pela censura. Ainda hoje tenho essa mania.
Em relação aos limites, já aqui falámos e acho uma situação complexa de resolver. Eu acho que cada um é que impõe os seus limites para si e, nos outros, se não gosta, põe de lado. Há exceções, claro...
No caso vertente, a coisa é mais simples de explicar. O chico-esperto que nos governa, está com um problema presidencial. Dizem as népes, que sempre estás com um problema, político, arranjas uma diversãosita para o pessoal se entreter e não chatear. E prontos!
Só que entrámos todos a galope pela geração clickbait à qual todos pertencemos, independentemente da idade. Julgo que já mais novos, por todas as razões, são os mais vulneráveis e, consequentemente, serão no futuro, uma espécie de geração Trump. Mentiras para obtenção de interesses. Ler, custa. Jornais? Imprensa? O que é isso? Morde? E assim, cá vamos, cantando e rindo, imersos no imediatismo bacoco, vazio, fácil e perigoso. Julgamento antes, razão, ou depois, ou talvez nunca. Sinceramente, o mundo enlouqueceu de vez e promete piorar. Os jornais batem-se pela seriedade e pela sobrevivência, nas trincheiras da verdade, uma coisa que em termos foi a regra na informação ou quase. Mas é tipo Exterminador Implacável, julgo que já perderam a guerra.
Acho que, por vezes, confunde-se crítica com uma tentativa de censura. Para mim, a crítica é um ato democrático e necessário.
Neste artigo, o fim é algo com que me identifico. Faz falta uma imprensa mais forte para que as pessoas não tenham de se informar apenas através de páginas de memes que, embora façam um trabalho de escrutínio notável e, infelizmente, necessário, acabam por ocupar um vácuo. Do outro lado desse vácuo, o cenário é mais sombrio: máquinas de desinformação sem rosto nem logotipo que manipulam a opinião pública e não têm nenhum processo ou intervenção de peso do primeiro-ministro.
Sem querer alimentar essa pressão da auto-censura que falaste, e mais para tirar dúvidas, deixaste-me a pensar sobre a parte da Google 'contribuir' para os media. Será que é mesmo uma contribuição? Tenho as minhas dúvidas se não será mais uma questão de justiça do que de apoio. Existe toda uma legislação europeia (a Diretiva dos Direitos de Autor) que tenta precisamente garantir um pagamento justo aos produtores de notícias. A ideia de fundo é que, na realidade, as grandes plataformas acabam por se apropriar do valor da produção alheia sem a devida compensação, o que muitos veem como um 'roubo' de propriedade intelectual.
Se a imprensa não for financeiramente independente e sustentável pelo seu próprio valor, ficamos cada vez mais dependentes ou de gigantes tecnológicos ou da tal 'máquina' de desinformação.
Ainda dentro do tema: https://www.theguardian.com/us-news/2026/jan/22/white-house-ice-protest-arrest-altered-image
para ver a que ponto chegamos basta ver os antigos sketches do Herman para se dar conta que seria impossível faze-los hoje, a realidade esta demasiado perto da sátira